60º ANIVERSÁRIO DO NÚCLEO DE ÁRBITROS DE FUTEBOL DE ALMADA E SEIXAL
Joaquim Candeias, 14.01.20

O Núcleo de Árbitros de Futebol de Almada e Seixal, fez no passado dia 12 de janeiro, 60 anos de longa e frutuosa vida, sendo o Núcleo mais antigo do país.Para assinalar as comemorações do seu aniversário, vai levar a efeito no próximo sábado dia 18 de janeiro, um Jantar Comemorativo do 60º Aniversário, o mesmo vai decorrer, nos Serviços Centrais da Câmara Municipal do Seixal, pelas 20,00horas. Está assim a arbitragem do nosso distrito em festa e daqui enviamos uma saudação aniversariante, ao Núcleo, aos seus dirigentes e aos seus associados. r</ p> Com a devida vénia, transcrevemos um artigo de opinião do ex-árbitro e ex -presidente do NAFAS - José Luís Tavaves: in- "O Nosso Boletim" nº 22 Setembro de 2000- "As Árvores e a Floresta" AS ÁRVORES E A FLORESTA "Atrevo-me a escrever sobre um tema que considero fundamental para a unidade que deve imperar em todos os que servem a arbitragem. Tenho-me repetido, em todas as ocasiões em que a minha intervenção tem sido pedida, ao afirmar que temos dois deveres a defender. A responsabilidade individual e própria de cada função e a responsabilidade de defender a causa no seu todo. A cada um compete ser ambicioso, procurando sempre, em luta diária e constante atingir objectivos cada vez mais altos, nunca esquecendo o respeito e a amizade devida aos companheiros que lutam pelos mesmos objectivos. Abraçando a filosofia de que a vitória do nosso colega nunca poderá ser a nossa derrota, mas sim também, um pouco da nossa contribuição nessa vitória. A competição deve ser sadia, aberta e franca de forma a podermos ter um amigo ao lado que se alegre com os nossos êxitos. Cada um de nós é uma árvore de uma enorme floresta. Se a floresta arder todas as árvores serão devoradas pelo fogo. A arbitragem é um todo e não uma coutada só de alguns, mas é importante que a intromissão de estranhos seja regulada, de forma a que a menor experiêçia ou a falta dela, a possa prejudicar. Compete às árvores evitar que elementos estranhos mal intencionados ou inexperientes façam mal à sua floresta e por consequência a si próprios. Numa acção conjunta, estendendo as suas lianas entre si, num abraço confiante e sabedor de quem sabe que sózinho nada vale. As árvores que não defenderem esta filosofia e não a praticarem, acabarão por secar e ficar pasto dos animais rastejantes que abundam na floresta. Está em marcha a reaplantação da velha floresta. Pretende-se que dos tão necessários rebentos surjam àrvores de porte saudável e belo. Compete aos velhos e generosos guardiões zelarem para que as raízes cresçam sem interferência das ervas daninhas que imperam. É tempo, e eu acredito, que esta geração irá proporcionar uma arbitragem nova e diferente carregada de dignidade e valentia. Valentia para dizer nas alturas apropriadas -- não vou por aí - e acrescentando José Régio - só vou por onde me levam meus próprios passos.





